6 de janeiro de 2026
Havia muitas qualidades excepcionais na personalidade de Tom que conquistaram meu respeito e admiração. Sua impressionante liderança e sabedoria rapidamente conquistaram minha estima. Ele sempre me apoiou e nunca buscou reconhecimento pessoal.
Primeiras impressões equivocadas
Quando conheci Tom, ele havia acabado de se aposentar após uma longa e distinta carreira na DEA. Tendo também trabalhado no governo, eu estava familiarizado com ex-funcionários públicos que migravam para a iniciativa privada. A maioria era oportunista, muito política, focada em reconhecimento e em ganhar dinheiro para complementar a aposentadoria. Eu não poderia estar mais enganado em relação a Tom.
Ele demonstrou ser genuíno, honesto, apolítico e rapidamente se tornou um mentor e amigo que cuidou tanto do meu bem-estar profissional quanto pessoal até seu falecimento.
Por razões que nunca compreendi totalmente, Tom nunca me chamava pelo meu nome. Em vez disso, referia-se a mim como “Doutor Marlin”. Até hoje, a origem desse título permanece um mistério. No entanto, conhecendo o caráter de Tom, acredito que era sua forma de demonstrar respeito e apreço.
Tom também era mestre em fazer com que as pessoas ao seu redor se sentissem valorizadas e ouvidas. À medida que passava mais tempo com ele, passei a apreciar a profundidade e autenticidade que trazia para cada interação. Nunca se gabava de suas inúmeras realizações nem buscava atenção; deixava que suas ações e sua integridade falassem por si mesmas.
Sua abertura e apoio criavam um ambiente onde todos se sentiam valorizados e motivados a dar o melhor de si.
Ele tinha a capacidade de desarmar situações tensas com uma piada bem colocada ou uma reflexão ponderada. Sua orientação ia muito além do trabalho, oferecendo frequentemente conselhos pessoais que eram ao mesmo tempo práticos e sinceros.
"Cash-ismos"
Tom era um contador de histórias brilhante e bem-humorado, conhecido por transmitir mensagens profundas por meio de frases simples, mas memoráveis. Quando o conheci, frequentemente me pegava tentando decifrar o significado de suas expressões. Com o tempo, essas frases passaram a ressoar profundamente em mim, a ponto de eu citá-las sem perceber.
Essas expressões eram mais do que simples frases; continham experiência de vida, humor e sabedoria sem julgamento. Muitas vezes me ajudavam a compreender objetivamente as situações e a identificar o que precisava ser feito.
Deliberadamente deixei de fora algumas expressões que considerei pessoais ou excessivamente gráficas, embora ainda as considere divertidas. Aqui estão algumas que continuam ressoando comigo:
Resiliência e colaboração:
"Sejamos móveis, ágeis e hostis!"
Foco no que realmente importa:
"Não é sobre o dinheiro, É O MALDITO DINHEIRO!"
Mantenha as coisas simples:
"Uma girafa é um cavalo criado por um comitê governamental."
Não desista do que vale a pena:
"Não jogue o bebê fora junto com a água do banho."
Recuperar o que é devido / aproveitar oportunidades:
"Vamos saquear aquelas crianças de rua."
Concordância e progresso:
"Você está pregando para o coro."
A percepção depende da perspectiva:
"Onde você está depende de onde você se senta."
Seja líder, não seguidor:
"Se você não é o cavalo da frente, sua visão do mundo será sempre a mesma."
Sou grato por ter conhecido Tom e me sinto abençoado por sua orientação e amizade. Suas frases continuam a me guiar até hoje.
A última vez que conversei com ele, pouco antes do Natal, ele encerrou a ligação como sempre fazia, com um caloroso e afetuoso: "Eu te amo."
Não consigo imaginar uma despedida melhor para meu querido amigo e mentor.